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Por que os programas de Compliance fracassam?

O enfoque atual dos Programas de Ética e Compliance sobrevaloriza técnicas baseadas na heteronomia. Isso infantiliza a cultura organizacional e favorece o surgimento de subculturas dentro da organização – “panelinhas” ou até mesmo “máfias”. As subculturas contribuem para delitos e atos antiéticos de vários tipos.

Normalmente, esses programas não se dedicam a desenvolver, no board, o hábito de analisar de peito aberto as áreas cinzentas – áreas mais propícias a desvios éticos – dos negócios e atividades da empresa.

A lógica como são construídos e implementados não facilita abordar adequadamente o perigo de os colaboradores, fornecedores e até clientes se resignarem diante das distorções da cultura da empresa a ponto de já não saberem discernir o bem do mal, o aceitável do inaceitável, o certo do errado…

Ademais, não buscam diminuir continuamente o medo que os colaboradores e até diretores têm de levar más notícias para os executivos e estes, para os conselheiros.

E finalmente, não enfrentam a eterna dúvida: “Quem vigia os vigias?” Ou seja: quem vigia os chefes?

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