A Ética do Respeito

O conceito de respeito é o coração e o pulmão da famosa regra de ouro: “faça aos outros o que gostaria que fizessem a você”. O respeito é a conduta de acolhida e consideração favorável à presença e à existência do Outro; sua prática inclui o cuidado para que nossas escolhas, decisões ou atos não o prejudiquem.

De modos mais amplos, ele é uma forma de:

  • Consideração pelo Outro: zelo, atenção, cortesia, deferência, dedicação, interesse, cumprimento das obrigações.
  • Autocontrole: pudor, escrúpulo, decência, modéstia, esforço para não abusar da força, do poder ou dos direitos que se tem.
  • Proteção dos valores e deveres morais e tudo o mais que garante a saúde e a estabilidade da convivência.
  • Manter contato com o que é sagrado: a vida, a natureza, os direitos humanos, a boa convivência.
  • Salvaguardar a própria dignidade – quem respeita aquele que não sabe respeitar?

Por tudo isso, o respeito é a virtude “abre-alas” da conduta ética. Quem não respeita as pessoas, as outras formas de vida e as coisas, dificilmente, consegue ser honesto, responsável, compassivo ou justo quando seus interesses e suas paixões estão em jogo.

Ele é a conduta que estabelece o hábito do olhar atento para o Outro e, portanto, impede que automatizemos as relações que mantemos; evita que nos embruteçamos como indivíduos e como cidadãos.

Deveríamos cuidar melhor do olhar atento pois a vida apressada nos torna impacientes e desajeitados no trato com o Outro e, não raro, agimos sem pensar nas consequências das nossas escolhas, decisões ou atos.

O olhar atento faz do respeito a conduta ética por excelência devido ao poder que ele tem de qualificar positivamente a convivência; quem não o pratica habitualmente se torna insensível diante da condição, das necessidades e dos direitos alheios. É por meio dele que:

  1. Encontramos o tempo necessário para percebermos quando dependemos uns dos outros (interdependência).
  2. Aprendemos a “contar até dez” antes de agirmos; esse olhar nos faz agir com prudência e com bons modos.
  3. Energizamos forças para fazer a coisa certa, mesmo que tenhamos de abrir mão de algo (conforto, dinheiro, privilégios…).
  4. Transformamos a indiferença em respeito, o preconceito em reconhecimento e o ressentimento em solidariedade.

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